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quarta-feira, 10 de julho de 2013

"Orange is the new black", a nova série-prisão da Netflix


Se o laranja é o novo preto, então roupas de prisão estão na moda?

Essa é a piada metafórica na nova série original da Netflix, uma visão bem humorada de uma prisão feminina pelos olhos de uma interna atípica.

Os treze primeiros episódios da primeira temporada ficarão disponíveis na quinta, e é uma clássica história de peixe fora d'água. Mas essa é de verdade.


No episódio piloto, Piper Chapman (Taylor Schilling) entra na prisão para pagar por, há 10 anos atrás, gerenciar dinheiro de tráfico de drogas de sua ex amante Alex Vause (Laura Prepon). Seu débito para com a sociedade, uma estada de 15 meses em uma prisão de segurança mínima, vem em momento inoportuno: agora ela está noiva de Larry (Jason Biggs) e começando uma empresa produtora de sabão.

"Ela viveu duas vidas", disse a criadora da série Jenji Kohan (Weeds), que faz as duas perguntas centrais para a série. "Ela é a garota de 10 anos atrás, ou ela é a mulher loira boazinha em que se transformou nesse tempo? Como essa pessoa se adapta, como ela se sai?"

Schilling, cujo único trabalho anterior na TV foi o drama médico Mercy, da NBC, diz que Chapman "inicialmente é alguém com uma trajetória identificável; ela é uma pessoa a quem todos sentimos conhecer." Mas... "o desenvolvimento de como ela realmente é... e a sua ambiguidade de caráter é realmente interessante."

Orange é baseada em um livro de 2010 por Piper Kerman, que considera sua estada na prisão uma "experiência galvanizante" e é uma consultora do programa. (Ela é a única prisioneira piscando entre dúzias que aparecem nos créditos iniciais.) Kerman primeiro escreveu sobre vários personagens apresentados - incluindo Red (Kate Mulgrew), a prisioneira russa ruiva que é manda na cozinha da prisão, e "Crazy Eyes" (Uzo Aduba), uma prisioneira rastafári que se apaixona por Chapman - mas esses personagens foram expandidos e alterados para a TV.

Crazy Eyes é "uma pessoa tão apaixonada, ela ama profundamente", diz Aduba. "Mas ela tem muito mais dentro dela do que aparenta na superfície. Ela não é só maluca, é mal entendida."

Depois das apresentações iniciais, a série diverge rapidamente do livro, expandindo histórias passadas da população da prisão - segregada etnicamente - que também inclui Miss Claudette (Michelle Hurst), a ex viciada Nicky (Natasha Lyonne) e um guarda lascivo chamado "Pornstache" (Pablo Schreiber).

"O livro era relativamente sem conflitos", diz Kohan. "Ela foi e teve essas experiências, e seus olhos foram abertos para um sistema que não funciona. (Mas) seria meio horrível ter sua vida representada de volta pra você, semana após semana."

A série apresenta mais humor. "Eu tendo a achar tudo engraçado, às vezes em níveis inapropriados", diz Kohan, que explorou humor negro semelhante na dona de casa traficante em Weeds. "Eu não fico entretida vivendo no escuro."

Como a série Lost e Oz, série brutal sobre prisão da HBO, cada episódio inclui flashbacks de uma personagem diferente mostrando sua vida antes da prisão, começando com Piper e seu círculo próximo.

Kohan disse que não iria fazer trabalho de campo, mas "Eu fiz meu dever de casa e assisti "Celas em chamas"" e outras histórias de abuso feminino em prisões. Mesmo assim o show começa com uma cena de banho, e "existem alguns elementos fetichistas em prisões femininas: fascinação, medo. Aperta muitos botões."

Kerman deixa claro que a série faz "despedidas dramáticas" de sua vida pessoal, e até mesmo Kohan diz que a autora achou a personificação gentil da ex amante e dos guardas "frustrante". O livro reconta suas estratégias de cabeça baixa para se manter viva na prisão, enquanto a série "é muito mais amplificada em termos de comédia", ela diz. "Mas o que me deixa animada, mesmo que as histórias sejam diferentes, os temas de amizade, empatia, doença mental e abuso de substâncias ilícitas estão lá."

Um problema atacado subliminarmente pela série é que "o complexo industrial da prisão é um negócio totalmente falho, e o sistema todo não tem nenhum elemento reabilitativo.", diz Kohan. Mas mesmo que ela admita ter uma agenda, "meu trabalho não é subir em uma caixa e fazer um sermão.".

Ela vai ter outra chance. A Netflix já encomendou mais 13 episódios para a segunda temporada, começando a filmagem em 29 de julho para o lançament no ano que vem. Um estúdio em Nova Iorque e uma ala infantil de psiquiatria abandonada servem como locações institucionais e depressivas para a prisão ficcional - e os macacões laranja usados por novas internas seja rapidamente por verde oliva.

Em seus melhores momentos, o programa humaniza suas personagens. "Você percebe que essas mulheres são amigas, filhas, vizinhas, mães", diz Aduba. "Você não é só um macacão laranja e um número. Você é uma pessoa que tinha uma vida."

Tradução minha, notícia original do USAToday.

Leia mais:
Novas séries originais da Netflix
Netflix divulga trailer de Orange is the new black

7 comentários :

  1. To sentindo falta de comédias antigas tipo corra que a policia vem ai ou top gang, não achei nenhum desse estilo no netflix.

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    1. hm, tem dois austin powers... é mais recente, mas é divertido
      http://navegador.lancamentosnetflix.com.br/index.php?selSerie=0&selLegenda=0&selGeneros=7&selInsercao=0&selOrdem=7&edBusca=austin+powers

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    2. Que é isso? Vai em "Comédias cult" http://movies.netflix.com/WiAltGenre?plagid=6548&agid=9434

      Lá tem um monte de filmes como Ferris Bueller's day of, Top Secret, CaddyShack, Bil & Ted, Weird Science, Fast Times at Ridgemont High... Na Netflix uma vez apareceu pra mim Comedias dos anos 80 e Comedias dos anos 90 como subcategorias. Vai assistindo esses filmes que daqui a pouco aparecem também pra você.

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    3. Achei o link pros anos 80.
      http://movies.netflix.com/WiAltGenre?agid=5774

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    4. Vou ver esses que vcs citaram, obrigado

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  2. onde baixar a 1 temporada?só encontro até o episodio 5

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