Search

sábado, 28 de setembro de 2013

Netflix, Breaking Bad e o sucesso da TV de alta qualidade


Mais de oito milhões de pessoas são esperadas para assistir ao episódio final de Breaking Bad no domingo. Não é tanto quanto os que assistiram aos finais de Sopranos ou Sex and the city, de acordo com a Horizon Media, mas ainda é uma quantidade impressionante considerando como eram terríveis os números do programa na primeira temporada.

Breaking Bad estreou em 2008 na AMC, que já tinha certa reputação por causa de Mad Men. Mas a história de um professor de Química do ensino médio entrando no negócio de metanfetamina não foi um sucesso instantâneo. Os primeiros sete episódios atraíram menos de um milhão de espectadores, em média. Esses são números que fazem um programa, mesmo na TV a cabo, ser cancelado. Redes como a AMC dependem de anúncios e se não há pessoas suficientes assistindo é difícil conseguir o dinheiro dos anunciantes.

Mas algo aconteceu entre 2008 e hoje: Netflix. A AMC apostou em manter Breaking Bad no ar e teve retorno, conforme a audiência foi aumentando e as pessoas foram assistindo aos episódios antigos pela Netflix. De repente, Breaking Bad é o maior hit entre os anunciantes, com números de mais ou menos US$ 250.000,00 por 30 segundos no episódio final.

A Netflix mudou permanentemente a forma com que os estúdios avaliam os programas, o que pode significar que aqueles com baixa audiência ainda podem ter alguma chance. Claro, os números podem estar ruins no começo, mas se o programa tiver o tipo certo de buzz, talvez faça sentido dar mais uma chance a ele ao invés de ter a reação emocional de cancelamento.

O analista Richar Greenfield aponta que esse novo paradigma só funciona com programas de qualidade. As pessoas podem estar dispostas a parar uma hora por semana e assistir a um programa que não tenha muita qualidade, se for por hábito. Mas é pouco provável que elas procurem esse programa nas redes de vídeo por demanda como a Netflix.

De acordo com Greenfield:
No novo mundo dessa TV de "vou me atualizar nos episódios" que Vince Gilligan diz que "salvou Breaking Bad", nós acreditamos que a qualidade criativa de um programa importa muito mais do que a audiência da primeira temporada. A qualidade criativa de Mad Men e Breaking Bad permitiu a esses programas que encontrassem um público na Netflix, que então ficou interessado no programa a ponto de assistir ao vivo quando a série retornou. A audiência ao vivo tanto de Mad Men como Breaking Bad agora são muitas vezes maiores do que na primeira temporada.

A Netflix e outros serviços de vídeo por demanda favorecem os programas de maior qualidade. A nata fica por cima. É uma ótima notícia para fãs de programas de TV. Se os produtores começarem a se preocupar em fazer os melhores programas (em oposição aos programas com mais audiência), todos ganham.

Traduzido da Forbes.

Leia mais:
Criador de Breaking Bad se diz grato à Netflix
Netflix confirma que usa sites de pirataria como termômetro

Nenhum comentário :

Postar um comentário