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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Netflix quer lançamentos simultâneos com os cinemas

Ricky Gervais e Ted Sarandos no lançamento de Derek

Na semana passada, a Netflix divulgou um comunicado informando que iria fazer a produção de seus próprios filmes. Ted Sarandos, gerente de conteúdo da Netflix, foi além, e disse querer que filmes blockbusters sejam lançados na Netflix na mesma data em que aparecem nos cinemas:

"O que estamos fazendo com a TV, o modelo deve se estender bem aos filmes. Quero dizer, por que não fazer estreias na Netflix, no mesmo dia em que estreiam nos cinemas? E não estou falando de filmes pequenos - tem muitas maneiras e muita gente já fazendo isso. Por que não os filmes grandes? Por que não atender ao desejo do consumidor de assistir quando ele quiser?"

Como Sarandos não elaborou muito, há duas formas de entender sua fala. A primeira, que a Netflix deve se envolver em negociações mais agressivas com os estúdios de Holywood, exigindo datas mais convenientes e fazendo valer o poder de negociação que tem ganhado nos últimos anos. É possível cogitar que alguns filmes sejam mais vistos na Netflix do que nos cinemas, o que dá um alto poder de barganha para a empresa.

Outra possibilidade seria uma reafirmação do que foi dito na semana passada, e a Netflix esteja preparando caminho para investir em seus próprios filmes blockbusters, se tornando uma grande produtora com seus próprios meios. Não seria algo totalmente inédito, já que a companhia já participou de pelo menos duas grandes séries originais (Orange is the New Black e House of Cards) e demonstrou conseguir dar conta do recado. O caminho seria exatamente uma expansão em direção aos filmes longametragens.

Já apareceram também pessoas descontentes com a afirmação de Sarandos. Um CEO da Associação nacional de proprietários de cinemas dos EUA disse sem muitos rodeios: "[Essas ideias] vão matar a indústria de filmes."

Resta saber se a Netflix deseja se colocar como uma via a mais de produção, ou se suas intenções são de dar todas as cartas no jogo, o que seria muito difícil. De qualquer forma, não chega a ser polêmico afirmar que a indústria do cinema podia melhorar com um bom susto e um pouco de concorrência.

Fonte: Washington Post

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