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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Criador de House of Cards fala sobre a série


Beau Willimon é o criador de House of Cards, mas ele é a última pessoa a quem você quer perguntar sobre o que vai acontecer na segunda temporada.

"Eu não falo com ninguém sobre o que acontece na temporada 2", disse Willimon.

Nem uma pequena dica do que possa estar guardado? Não, Willimon insistiu, educado. Ele é o produtor executivo da série da Netflix, o que quer dizer que sabe de tudo. E não vai nos contar.

Ele explica seu raciocínio: "Eu realmente quero que o público não tenha uma noção pré concebida do que será a nova temporada. Tem que haver um processo de descoberta. Quando você dá adjetivos ou fala sobre o tom, você está dizendo, 'Essa é a lente pela qual você deveria ver essa temporada.' Os dramas deviam nos contar sozinhos suas histórias."

Eventualmente, ele baixa a guarda e nos fala que vai ser um grande ano para Claire (Robin Wright) e você poderá acabar vendo jornalistas que trabalham para o governo fazendo aparições. Mas é só isso. E então temos mais alguns detalhes que pescamos no trailer da segunda temporada: parece que Underwood conseguiu se tornar vice-presidente, persuadindo o vice-presidente anterior a renunciar e o presidente a nomeá-lo como substituto. "Uma batida de coração de distância da presidência e nenhum voto feito em meu nome", diz Underwood em um de seus monólogos voltados pra câmera. "A democracia é supervalorizada."


Porém, as coisas parecem se complicar, por que Zoe (a jornalista vivida por Kate Mara) pegou a trilha do assassinato de parlamentar ocorrido na primeira temporada. Há cenas de caos na Casa Branca, várias ameaças, "Eu sou mesmo o inimigo que você quer fazer?", choro e um último pensamento de Underwood: cace ou seja caçado.

As expectativas estão altas para o programa. Depois de filmar a primeira temporada, que Willimon chama de "um experimento a todos os envolvidos", o drama se tornou uma máquina bem lubrificada. Quando a série começou, nem Willimon, Spacey ou o produtor-diretor David Fincher não tinham muita experiência com televisão.

"Nós tratamos a série como um filme de 13 horas, porque nenhum de nós tinha feito TV antes. Não ficamos limitados a convenções porque não conhecíamos as regras, realmente." Agora eles têm uma ideia melhor da logística, de quantas cenas se pode filmar em um dia, do ritmo do programa e dos atores.

O sucesso do programa, particularmente em grandes prêmios (Emmys e Globo de Ouro), superou suas expectativas, disse Willimon. Ele parecia igualmente orgulhoso por ter recebido "incríveis respostas positivas" de políticos dos dois lados da moeda, de operacionais a escalão de alto nível.

"Algumas pessoas criticam alguns aspectos da autenticidade, e estão corretos," disse Willimon, assumindo que exageram e condensam alguns aspectos da vida em Washington. "Fizemos muita pesquisa em toda a história... É muito comum políticos afirmando que é o melhor retrato do congresso."

A série tem um fã importante: o presidente Barack Obama foi visto recentemente em um vídeo durante uma reunião com executivos de tecnologia (incluindo o CEO da Netflix Reed Hastings) pedindo um preview da segunda temporada. "Eu gostaria que as coisas fossem tão rudemente eficientes", disse Obama sobre o personagem de Spacey. "Eu fiquei pensando, 'Cara, esse cara consegue fazer muita coisa.'".

No Brasil, Dilma também já disse ser fã do seriado.

Willimon ficou muito feliz. "Foi muito importante pra nós", diz ele, depois de ver o clipe. "Quando alguém como o presidente Obama menciona nosso programa, você sabe que ele assistiu pelo menos uma parte. É uma sensação incrível saber que a pessoa mais importante do mundo livre passou alguma parte de seu tempo assistindo a nosso mundo de faz-de-conta."

A segunda temporada de House of Cards estreia no dia 14 de fevereiro.

Traduzido e adaptado do DailyFreeman

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