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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Netflix e Comcast fazem acordo nos EUA


A Netflix e a provedora norte-americana Comcast, a maior dos EUA, anunciaram um acordo neste domingo: a Netflix irá pagar para que a Comcast ofereça um serviço mais rápido e mais confiável a seus usuários. Os valores não foram divulgados, mas fontes próximas afirmam que seriam de vários milhões de dólares anuais.

É o primeiro acordo desse tipo a ser anunciado. A Netflix nunca teve que pagar para que usuários de banda larga tivessem bom acesso ao seu serviço. Mas com o recente aumento de poder de empresas provedoras como a própria Comcast (que serve a cerca de um terço das casas norte-americanas) e a Verizon, talvez seja só um início do que está por acontecer.

Ainda não está claro se o acordo fere os princípios de Neutralidade da Internet, que por enquanto não estão valendo nos EUA. Um analista e defensor da Neutralidade disse que o acordo "é como encher de água os porões da Internet". Empresas grandes podem conseguir acordos como esses, mas pequenos provedores ficariam prejudicados, o que levaria a problemas de livre-concorrência. Além disso, os custos fatalmente serão repassados a consumidores.

O acordo diz que a Netflix terá "rampas separadas de acesso aos consumidores", o que seria diferente de privilegiar seus dados dentro dos mesmos fluxos, visto como quebra do princípio da Neutralidade da Internet. Imaginem que, ao invés de privilegiar os dados da Netflix dentro de um cabo existente, a Comcast está separando um cabo só para os dados da Netflix. Mesmo assim, uma leitura mais aberta das regras da agência reguladora da internet nos EUA poderia impedir o acordo, se as regras não tivessem sido suspensas.

Por enquanto não há nenhuma informação sobre acordos parecidos no Brasil, mas a tendência não é das melhores. Na semana passada, apareceu por aqui uma notícia colocando em risco o princípio da Neutralidade no Brasil.

E uma notícia antiga, para relembrar: Reed Hastings (CEO da Netflix) já chegou a falar, em 2012, quando esteve no Brasil, que as provedoras é que deviam pagar a Netflix. Quem te viu, quem te vê, Hastings.

Fonte: NYTimes

Um comentário :

  1. Achei que foi um tiro no pé da Netflix.
    Afinal ela deveria estar a frente da luta pela neutralidade, e não fazer acordos!!!
    Logo logo veremos isso por aqui também!!!

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