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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Making a Murderer vira febre e inspira até música

É improvável que uma série documental consiga virar hit de visualizações, mas aparentemente Making a Murderer, original da Netflix sobre a prisão de Steven Avery, conseguiu. A série alcançou sucesso no boca a boca nas redes sociais e avaliações muito positivas, tanto de critica quanto de público. Making a Murderer tem a nota incrível de 9,3 no IMDb e 84% de aprovação no MetaCritic.

Em 2003, Avery ficou nacionalmente conhecido ao ser inocentado, graças a um exame de DNA, da acusação de estupro que o fez mofar 18 anos na prisão. O culpado era outro, como sempre afirmou. Ele ganhou um pedido de desculpas da vítima que o havia reconhecido  como agressor e foi recomeçar a vida tocando seu ferro-velho. Mas eis que, em 2005, quando tramitavam tanto uma ação para indenizar Avery no valor de US$ 36 milhões quanto uma mudança de legislação inspirada nas grosseiras falhas que conduziram seu caso, ele foi acusado de um novo crime: assassinato e ocultação do cadáver de uma jovem fotógrafa.

A inusitada situação chamou a atenção das diretoras e roteiristas Moira Demos e Laura Ricciardi, estudantes de cinema da Universidade de Columbia, que acharam ser o caso de Avery um bom tema para o documentário que planejavam. Não faziam ideia do quanto seriam tragadas pela história que acompanhariam ao longo de 10 anos, transformando-a em um thriller da mais alta tensão com 10 episódios pontuados por desconcertantes reviravoltas. Moira e Laura reuniram cerca de 700 horas de imagens com depoimentos de Avery, familiares e vizinhos, material de arquivo e registros policiais e judiciais, além das sessões do rumoroso julgamento pela segunda acusação, em 2007 — que envolveu também um sobrinho adolescente de Avery com notórios problemas cognitivos, arrolado como seu cúmplice.

A história de Steven sensibilizou os integrantes da banda The Arcs. Em apenas dois dias, eles escreveram, gravaram, mixaram e masterizaram a faixa “Lake superior”, uma homenagem ao protagonista da série documental da Netflix. Na psicodélica canção lançada nesta quinta-feira, Dan Auerbach, que também faz parte do Black Keys, canta:

"Em um trecho de areia, com a brisa doce do Norte/ Manitowoc coloca Avery na praia/ Seu álibi nunca vai funcionar/ Porque a cidade inteira tirou isso de você", diz, em tradução livre.

Junto a “Lake superior”, a banda divulgou um comunicado oficial: “É como Billy Childish diz: ‘Nós vivemos em tempos complicados’. Na semana passada, nós pudemos ter uma visão do que acontece por trás das cortinas do nosso sistema judicial. Algumas noites sem dormir depois, nos reunimos no estúdio e concebemos esta canção”.


2 comentários :

  1. Isso lá nos EUA... imaginem isso no Brasil. Há casos bem piores e escabrosos!

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