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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Dez documentários na Netflix para abrir a cabeça


Sabe quando você assiste algo que te deixa meio "balançado", de tão intrigante e arrebatador que é? Misture isso com realidade e você terá um documentário daqueles. No catálogo da Netflix existem várias opções de produções que, unindo realidade, fatos e cinema de primeira qualidade, impressionam e te deixam estarrecido em igual medida. Listamos aqui alguns documentários para abrir sua cabeça. De bichos enjaulados no Seaworld até a fragilidade da Justiça, são inúmeros títulos legais. Confira.

1. Winter on Fire

Winter on Fire, documentário original da Netflix, fala do levante popular na Ucrânia em 2013 e 2014 contra o governo. O presidente era contrário à integração do país com a zona do Euro, e os estudantes se revoltaram. O filme fala pouco de política e tem imagens realmente impressionantes de como a população organizada em torno de uma ideia pode deixar o governo amedrontado. Também tem demonstrações muito gráficas de como a polícia pode tratar cidadãos que não estejam de acordo com o regime de governo.

Motivo para assistir: Para questionar o governo e a polícia.

2. Making a Murderer

Making a Murderer é o maior hit entre os documentários originais da Netflix, acabando citado até em música. A série fala do processo de Steven Avery, que foi condenado injustamente por um estupro e, pouco depois de ter saído da cadeia, é acusado pela morte de outra mulher em circunstâncias muito estranhas.  A situação é examinada com muitos detalhes, mostrando como o sistema judicial pode não ser tão justo assim.

Motivo para assistir: Para questionar o "bandido bom é bandido morto".

3. The Propaganda Game

The Propaganda Game fala do regime comunista norte-coreano e um pouco da vida dos seus cidadãos. As entrevistas, curtas e rápidas, mostram que a vida para os habitantes do país é feita dentro de uma bolha de pouquíssima informação sobre o que acontece fora de lá. Da mesma forma, nós de fora temos pouquíssimas informações sobre o que acontece dentro de suas fronteiras. O documentarista aproveita os poucos momentos em que conseguiu conversar com pessoas do lugar para mostrar que a guerra de informação e desinformação entre Coréia x Mundo Ocidental é tão grande que mesmo boatos absurdos repercutem como verdade.

Motivo para assistir: Para questionar as notícias e a mídia.

4. Zeitgeist

Zeitgeist é figurinha carimbada em todas as listas de documentários sociais, apesar de estar longe de ser uma unanimidade. A palavra Zeitgeist significa "espírito do tempo" em Alemão, e é exatamente sobre isso que o documentário fala: nosso tempo, nossas verdades, nossa cultura. São três partes, uma sobre história da religião, uma sobre história dos bancos, e uma sobre o 11 de setembro. Segundo o documentário, estamos sendo enganados o tempo todo por grupos religiosos, grandes corporações e governos.

Motivo para assistir: Para questionar verdades prontas e religião.

5. Cowspiracy

Cowspiracy é um documentário bem humorado sobre um tema espinhoso: a influência da indústria da carne no aumento do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento global. E não fica só nisso, também cai na conta do nosso hambúrguer o desflorestamento, a extinção de espécies e a degradação da vida marinha. O filme mostra o silêncio das organizações de proteção ambiental em torno do problema, cujos sócios, apesar de preocupados com  meio ambiente, querem continuar comendo carne sem serem incomodados.

Motivo para assistir: Para questionar o hambúrguer e o Greenpeace.

6. Mission Blue

Mission Blue fala da luta da oceanógrafa Sylvia Earle na preservação dos oceanos. O documentário evidencia a já precária situação dos mares e as desanimadoras perspectivas para o futuro. Earle mostra que o Oceano está morrendo, e já passou da hora de fazermos algo a respeito.

Motivo para assistir: Para questionar o impacto de nossas ações no ambiente.

7. Ônibus 174

Em 12 de junho de 2000, um assaltante fez alguns reféns dentro do ônibus 174, no Rio de Janeiro. As imagens foram para a TV em rede nacional, ao vivo, enquanto a polícia tentava resolver o problema. O documentário de José Padilha (o mesmo de Narcos) fala da história do acontecimento, os motivos que levaram a ele e as reações dos vários "atores": o assaltante, as vítimas, a polícia e a mídia.

Motivo para assistir: Para questionar a moderna sociedade brasileira e lembrar de nossos problemas.

8. Virunga 

Virunga fala de uma dessas situações em que nos sentimos na época errada. O documentário é de 2014, mas parece coisa de século XIX. A história fala de um parque no Congo, chamado Virunga, onde moram orangotangos ameaçados de extinção. A luta para os poucos protetores do parque para proteger os animais da guerra e de uma empresa de petróleo (que quer perfurar o parque) é algo quixotesco. A coisa é tão séria que pouco antes do lançamento o príncipe Emmanuel, diretor do parque, sobreviveu a uma tentativa de assassinato em que foi baleado várias vezes.

Motivo para assistir: Para questionar a bondade das empresas. 

9. The Look of Silence

Em 1965, houve um genocídio de comunistas na Indonésia, e o irmão do protagonista de The Look of Silence foi um dos mortos. Depois disso, a família se mantém em silêncio e medo. Hoje, ele desconfia que o assassino do irmão trabalha como oftalmologista. Os professores, o prefeito, são todos participantes do genocídio nos anos 60. O filme fala desse conflito entre assassinos e parentes das vítimas, convivendo num clima de normalidade artificial

Motivo para assistir: Para questionar a história e as ações feitas em "rebanho".

10. Blackfish

A exploração animal no mundo chega a níveis enormes - literalmente falando - quando pensamos nas baleias assassinas, focas, golfinhos e em todos os animais marinhos que são utilizados em shows no SeaWorld, um dos maiores parques temáticos do mundo, que movimenta milhões em dinheiro nessa dinâmica. O documentário Blackfish investiga justamente a relação entre seres humanos e animais aprisionados em tanques minúsculos a partir de um episódio trágico. Em 2010, a orca Tilikum matou sua treinadora durante uma apresentação no SeaWorld em Orlando. O episódio chocou a todos, e Blackfish traz à luz alguns fatos que corroboraram com a tragédia, investigando desde a captura sangrenta de orcas como Tilikum, até seus minúsculos tanques e a tristeza da exploração animal para nossa diversão mais fútil.

Motivo para assistir: Para se perguntar se vale a pena aquela visita ao zoológico.

Colaborou Lyra Líbero.

8 comentários :

  1. Belo post, parabéns! Espero que continue com dicas assim.

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    1. Obrigado, Kleiton! Essas listas dão bastante trabalho mas gostamos de publicar elas aqui porque a recepção é muito boa (fora quando critiquei Marco Polo, hahaha).

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  2. O documentário que trata sobre a Ucrânia é aterrorizante, talvez seja o que mais me chocou, já "Making a Murderer" é coisa de louco, como é em forma de seriado a cada capitulo você fica mais angustiado (precisamos de uma 2 temporada urgente). O ônibus 740 assisti faz tempo e por ser brasileiro tem todo o seu significado...Virunga quero assistir muito!
    __Acho que faltou o documentário sobre o Egito, aquele tambem é chocante!

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    1. Romano, não coloquei o the square pq ele e o Winter on Fire, apesar de diferentes, tem uma temática de fundo bem parecida. Também fiquei impressionado com o Winter on Fire, duas horas de ucraniano apanhando da polícia, muito chocante.

      Pode assistir Virunga sim, você vai gostar, tenho certeza (e ficar um tanto deprimido).

      Obrigado pelo comentário :)

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  3. Desses dai eu assisti Virunga que é muito bom.

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  4. :D e eu ajudei no topo e em Blackfish :3

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  5. Excelente o documentário sobre a Coreia do Norte. Adoro o tema. Assisti um outro tb sobre o tema, sobre uma mulher que é dubladora dos filmes de lá.

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