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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Resenha: "XOXO, A Vida é uma Festa" é um filme fraco sobre um tema interessante


Na onda do documentário sobre o DJ Steve Aoki, a Netflix lançou na sexta feira um drama/comédia ambientado no festival XOXO, realizado desde 2012: "A Vida é uma Festa". O filme, apesar de chamar a atenção pela temática incomum, não escapa dos clichês e só deve agradar aos mais fanáticos por música eletrônica.

Em "XOXO", são contadas histórias de seis pessoas que se dirigem ao festival com expectativas muito diferentes: um casal indo para a sua última rave, uma garota procurando o amor, um jovem DJ talentoso e desconhecido e seu empresário azarado, e finalmente um apreciador de música eletrônica da velha guarda. Durante o filme as tramas se entrelaçam, culminando em um clima digno de comédia romântica.

O diretor Christopher Louie não teve medo de inserir elementos surreais na história, como o protagonista Ethan (Graham Phillips) - um DJ novato que anda fazendo sucesso no YouTube - sendo convidado no dia do festival para se apresentar como uma das atrações principais, tendo problemas diversos com a segurança. Não faz muito sentido um dos headliners do festival não ter nem credenciais para poder entrar.

Muitos lugares comuns se repetem, como a desencantada bela garota ingênua, o conflito do empresário com o pai autoritário, o DJ famoso inescrupuloso que só quer saber de dinheiro e se esqueceu da música. Os problemas são resolvidos de forma quase sempre pouco crível em uma tentativa de criar um clima animado para o espectador, mas é praticamente impossível se identificar com a história contada.

Se "XOXO" acerta em alguma coisa é o relato da experiência das raves, uma confusão sinestésica de cores e sons. Não há imagens particularmente bonitas, mas o filme capta bem o modo de vida dos frequentadores do festival - roupas estranhas, muitas drogas e pessoas pulando até não aguentarem mais.

"XOXO" parece um dos esforços da Netflix para estar presente em todos os nichos, um filme para agradar o algoritmo da companhia apontando que era necessário investir no ramo de música eletrônica. Mas mais uma vez parece que foi perdida uma oportunidade de fazer algo com mais apelo, um filme que parecesse menos como uma peça de propaganda para o festival que, por sinal, se realiza em setembro próximo.

Por André Taffarello.

5 comentários :

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Queria tanto que a Netflix adicionasse a série Mistresses com a Yunjin Kim no catalogo. Queria muito assistir, mas são muitos episódios pra baixar, a série já está na quarta temporada.

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  3. Outra boa seria se adicionassem "Brothers & Sisters". Uma das melhores séries que assisti. Gostaria de rever com amigos. Abraço!

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  4. O título resume bem o que pensei do filme.

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  5. O festival narrado no filme é ficcional, o XOXO Festival que você falou que começaria em setembro é um festival de arte e tecnologia, não tem nada a ver com o filme.

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