Search

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Crítica: Jadotville agrada sem arriscar


Nesta sexta (07) estreou "Jadotville", segundo filme de guerra produzido pela Netflix depois de "Beasts of no Nation". A nova produção do diretor estreante Richie Smyth agrada sem correr muitos riscos, se atendo a fórmulas consagradas para prender a atenção.

Existem muitos tipos de filmes de guerra, e entre eles "Jadotville" se coloca entre os filmes de cerco, acompanhado de clássicos ilustres como "Os Sete Samurais", "300" e "Senhor dos Anéis - As Duas Torres" (especificamente o cerco do abismo de Helm). A história fala das tropas das Nações Unidas do comandante Pat Quinlan se defendendo do ataque de mercenários franceses e forças locais a mando de donos de mineradoras e de um governo corrupto.

O filme mostra os comandados de Quinlan chegando à cidade de Jadotville, no início dos anos 60, em um Congo que virou cenário de disputa entre EUA e URSS. Os soldados logo são postos a cavar trincheiras que acabam sendo muito úteis nos ataques que se seguem.

O país vira cenário de uma ação audaciosa da ONU tentando derrubar o presidente que tomou o governo por um golpe militar e o complexo de Jadotville é abandonado pelo comando central. Os defensores têm que se virar com o que tem para sobreviver diante da força enorme dos inimigos. "Jadotville" se concentra nessa defesa com unhas e dentes frente a números muito superiores.

A produção é baseada em um livro sobre o cerco, realmente acontecido. De acordo com estimativas oficiais, Quinlan comandava um grupo de 158 soldados, mas o número oficial de atacantes varia entre 500 e 5.000. De qualquer forma, é aceita a informação de que a luta se deu contra uma força esmagadora.

Todos os soldados defensores retratados no filme são irlandeses, e o filme em si é uma produção irlandesa. Apesar do inglês característico ser um ponto positivo para a produção (provavelmente americanos vão precisar de legendas) faltou explorar mais as características nacionais dos personagens. Fora o sotaque e uma ou outra citação a whisky, a nacionalidade dos combatentes não tem nenhuma importância.

"Jadotville" não surpreende, mas faz bem o que se propõe - mostrar africanos e franceses morrendo às centenas tentando atacar a posição defendida pelos heróis da história. Os personagens poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, já que só o comandante Quinlan tem uma personalidade reconhecível.

Imagine tudo o que um filme de cerco precisa para ser um sucesso: uma causa perdida, heróis a favor de uma luta humanitária, falta de recursos, um comandante inteligente e inimigos numericamente muito superiores morrendo feito moscas. Apesar de apelar para essas fórmulas, "Jadotville" agrada e deixa a sensação de um tempo bem gasto em frente à TV.

Por André Taffarello

6 comentários :

  1. Filme muito bom mesmo, gosto de filmes de guerra então sou suspeito em falar, mas mesmo assim creio que a maioria vai reconhecer o valor desse filme!

    ResponderExcluir
  2. Ótimo filme! Gostei!

    ResponderExcluir
  3. Também gostei bastante, acho que filmes assim são boas adições ao catálogo :)

    ResponderExcluir
  4. Esses dias assisti O Legionário do Van Damme e não curti muito. Esse parece ter a mesma pegada, mas quem sabe eu goste mais.

    ResponderExcluir
  5. Filme muito bom! Se retratou como de fato aconteceu, valeu a pena.

    ResponderExcluir
  6. Filme muito bom. A história é desconhecida da maior parte de nós, o que faz ficarmos mais interessados no filme e seu desenrolar. Recomendo.

    ResponderExcluir