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sábado, 12 de novembro de 2016

Curiosidades históricas sobre "The Crown"


"The Crown", série da Netflix, é famosa por sua precisão histórica. Confira algumas curiosidades sobre os eventos e personagens históricos reais que aparecem na série - mas cuidado, contém spoilers:

- O discurso de Churchill no funeral de George VI foi extraído do texto real

Winston Churchill

Churchill era, além de um grande estadista, muito habilidoso com as palavras. Vários de seus discursos para a população durante a Segunda Guerra Mundial se tornaram célebres, e ele chegou a vencer o Prêmio Nobel de Literatura em 1953 por sua brilhante oratória. Por sinal, o prêmio aconteceu dentro do período da primeira temporada de "The Crown", mas não apareceu na trama.

Por isso, não era de se estranhar que alguma de suas falas reais aparecessem no seriado. E foi assim com a Eulogia de George VI, o texto que escreveu para o monarca falecido. Com exceção de alguns parágrafos suprimidos, a fala de Churchill na série foi idêntica ao real.

- O Príncipe Consorte Philip sabe ser verdadeiramente chato

Elizabeth e Philip no casamento

Um dos maiores conflitos de Elizabeth II em "The Crown" é a constante dificuldade de acalmar os ânimos do príncipe-marido Philip, que se revela um tanto mimado, machista. E a série dramatizou algumas das situações reais protagonizadas por Philip em todo o seu esplendor de orgulho real ferido.

É verdade que Philip afirmou, nessas exatas palavras, que seria "O único homem do Reino Unido que não poderá dar nome aos filhos." No entanto, fontes próximas afirmam que o relacionamento entre Elizabeth e Philip continuou forte durante todos os anos do reinado.

- O relacionamento entre Margaret e o capitão Towsend aconteceu de verdade

Elizabeth e Margaret

Uma das grandes histórias da primeira temporada de "The Crown" é o amor proibido entre a voluntariosa princesa irmã Margaret e o capitão Towsend. Boa parte do que aparece na série ocorreu realmente, e é verdade Towsend pediu Margaret em casamento, no que foi aceito.

Também é verdade que Churchill encomendou que Towsend fosse enviado a outro país por dois anos para abafar a história.  No final, a própria Margaret desistiu do casamento, lendo um pronunciamento oficial em que afirmou que, por decisão própria, decidiu abrir mão do relacionamento tendo em vista a desaprovação da Igreja Anglicana e suas obrigações para com a Comunidade Britânica. A série optou por alterar um pouco a história, mostrando Towsend falando aos jornalistas.

Não existem informações confiáveis sobre as discussões que levaram Margaret a desistir do casamento, nem se ela foi sincera em seu pronunciamento.

- A Abdicação ao trono de Eduardo VIII

Wallis e Eduardo

A história da abdicação de Eduardo VIII é muitas vezes citada na série, mas pouco aprofundada. Eduardo subiu ao trono em janeiro de 1936, e se apaixonou perdidamente por Wallis Simpson, a plebéia divorciada que aparece brevemente em "The Crown".

Em poucos meses, ficou claro que Eduardo planejava se casar com Wallis, ao que os ministros, a igreja e integrantes da Comunidade Britânica se opuseram. Seu primeiro-ministro ofereceu três opções: abandonar a ideia do casamento, casar à revelia contra o conselho de todos (o que causaria uma ruptura constitucional) ou abdicar.  Eduardo abdicou em dezembro de 1936, tendo sido rei por menos de um ano.

Leia nossa resenha de "The Crown" aqui.

- A controvérsia real de George VI

O rei George VI

George VI o pai de Elizabeth II, é o rei gago retratado na história do filme "O Discurso do Rei". Colin Firth interpreta George, dez anos antes dos eventos retratados em "The Crown", lutando contra a gagueira para fazer um bom discurso. O filme desperta simpatia dos espectadores para com o monarca, também retratado com muito carinho na série da Netflix.

Mas nem tudo são flores na história do rei George. Supostamente, documentos oficiais sugerem que George era anti-semita antes da Segunda Guerra Mundial, possivelmente até simpatizante nazista. Seu irmão Edward, o tio que abdicou ao trono, visitou a Alemanha nos anos 30 e conheceu Hitler pessoalmente, fazendo até saudações nazistas. Os rumores sobre a simpatia da família de Elizabeth com os nazistas prosseguem até hoje.

Um comentário :

  1. Parabenizo o excelente seriado sobre a família real britânica!
    Sério, bem feito, sem se distanciar dos fatos históricos, a filmagem me surpreendeu pelos detalhes, caracterizando-se como honesta e correta naquilo que se propõe.

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