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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Resenha: "Clinical", novo suspense psicológico da Netflix


Na sexta feira (13) estreou o filme "Clinical", suspense psicológico original da Netflix. O longa-metragem não é de todo ruim, mas a parte final poderia ser muito melhor.

(Texto com spoilers bem leves)
A Netflix lançou, no fim do ano passado, dois filmes originais voltados ao público que gosta de suspense e terror. Em "O Último Capítulo", vimos um clima bem construído e mal aproveitado. Tivemos o desprazer de assistir também a "Mercy", um desastre completo. Em "Clinical" as coisas começam bem e poderiam dar certo se não fosse o final confuso.

No filme dirigido por Alistair Legrand, Vinessa Shaw vive a psicanalista Jane Mathis, uma terapeuta assombrada pelo ataque de uma de suas pacientes em um momento de loucura, uma adolescente chamada Nora. Jane tenta se recuperar se consultando com outro terapeuta, gradualmente se recuperando do trauma.

Ela então decide começar a tratar novos pacientes e conhece Alex, vítima de um acidente que desfigurou seu rosto. Jane passa a atender Alex, tentando ajudá-lo a se recuperar de seu trauma, enquanto os problemas psicológicos dela própria voltam a aparecer. Uma observação curiosa é que "Clinical" é ambientado em clima de Natal, ficando um pouco fora de época para ser lançado em janeiro. Talvez o lançamento da produção tenha atrasado um pouco.

As sessões de Jane com Alex são bem construídas, com o clima de descoberta de novas informações a cada dia criando a sensação de curiosidade e desconforto. Jane usa a terapia de confrontamento, em que o paciente é convidado a reviver e confrontar seus traumas para que possa aceitá-los e superá-los.

"Clinical" parece ser um filme dedicado a fazer uma crítica ao abuso de remédios na Psiquiatria. Mas também há uma crítica à Psicanálise, e até a psiquiatras ruins. Com tantas mensagens ao mesmo tempo, a trama se confunde um pouco e a história a ser contada fica um pouco de lado.

Mesmo assim o filme prende a atenção, confundindo o espectador de uma boa maneira - sem grandes sustos mas com bastante medo. Em alguns momentos, você se pergunta se "Clinical" é um filme de fantasma. Na verdade, até o quarto final, eu estava muito bem surpreendido. O filme passa rápido e as atuações são boas, principalmente nas sessões de terapia. Mas na hora de finalizar a produção desanda, com uma série de reviravoltas pouco críveis salpicadas com gore desnecessário.

Chegou perto, mas não foi dessa vez que a Netflix acertou. "Clinical" é um bom filme parcialmente estragado por um final confuso. Vamos torcer pra 2017 trazer mais sorte entre os filmes originais Netflix, que só acertou comprando produções prontas como "Divinas" (resenha aqui) e "Mercenário" (resenha aqui).

Sobre o final, um comentário extra pra quem já assistiu:



Texto de André Taffarello

15 comentários :

  1. Embora eu tenha algumas críticas ao filme, eu gostei de uma forma geral. Recomendo!

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  2. Nope...no Wayne. Chega a pensar em sexto sentido" em "Os outros" pois o filme me levou na trama...but. ..tinha um but no final. WTF??? Que final confuso é esse? Morreu na praia (o roteiro) e me frustrou muito.Terceiro filme seguido que assisto que fico decepcionada...pô Netflix?

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  3. O filme foi muito bom até o final...meio decepcionante

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  4. Não entendi o final, o paciente já estava morto a muito tempo e ela realmente era louca e matou a todos ou o assassino era o paciente deformado. Confusa

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  5. Fui no hype... frustrante! Nao gostei..e sendo produção original netflix esperava muito mais,parece que o diretor nao conseguiu passar a mensagem, nao sei, ele se perdeu

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  6. Também estou confusa com o final.... quem matou quem??? Enfim, acredito qur tenha sido o Alex, mas vai saber...deixou a desejar no final

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Vamos lá, o final é confuso mesmo, mas dá pra entender. Spoilers adiante:


    A nora era estuprada pelo pai e desfigurou o rosto dele.
    O alex era o estuprador da filha e inventou uma historia do acidente pra se aproximar da dra mathis.
    A dra mathis tentou confeontar a nora para ela descobrir quem era o estuprador, e a nora enlouqueceu.
    O alex drogou a dra mathis para colocá-la num estado dissociativo, pois ela ja estava fragil tendo pesadelos e "visoes" da nora (era ela de verdade). Drogada, ela matou o miles achando q era a nora e foi internada por matar alguém doidona da cabeça.
    O alex, que nao teve sua vingança, ficou bolando um jeito de tirar a mathis do hospicio. No meio tempo, por loucura ou o que for, matou a clara e o terry, a amiga e o psiquiatra da mathis.
    A dra mathis, ao descobrir que a nora descobriu q o estuprador era o pai e desfigurou o rosto dele, ligou os pontos e se tocou que o pai da nora era o alex.
    Finalmente, ela foge pra confrontar o alex e "limpar seu nome", mas é pega por ele, que quer vingança. Ela descobre q ele matou todo mundo, e mata ele, fim.

    No geral, acredito que a confusão ficou por conta de como tudo acontece muito rápido no quarto final do filme, com muitas revelações simultâneas, o que acaba sendo demais pra cabeça associar tudo. Achei um bom filme, e até gostei das reviravoltas, tava fácil corrigir esses "pontos cegos" e evolução muito rápida. A impressão que fica é que algumas cenas importantes foram retiradas na edição final do filme pra ele não ficar muito longo.

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    1. Se ela sabia que o estuprador era o pai pq ela nao contou para o psiquiatra quando foi internada? E como o pai fez pra pagar o tratamento dela se ele tinha simulado a sua morte?

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    2. Talvez o lance dele ter dito que simulou a própria morte deve ter sido mais uma mentira que ele contou a psiquiatra.

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  9. tá,só que no final só sobrou ela para contar a história!ela já havia matado uma pessoa num momento em que estava drogada,fugiu da clinica ameaçando o medico.quem iria acreditar que ela num momento de loucura,não havia matado:sua amiga,seu pisquiatra e um "paciente"!?foi o que não gostei.

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  10. Nas cenas finais teve algumas falhas: a psiquiatra estava ferida e o Alex estava sangrando, como ele pode lutar tão bem e o sangramento ter cessado de forma tão rápida? E o corte na testa da psiquiatra, que sumiu?

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Pois é, o filme estava muito bom até ela ser internada... seria um final razoável ou ótimo (caso dissesse que ela era a própria menina delirante e uma péssima terapeuta).

    Mas não!

    Tinha que continuar e fazer um happy-end com matança, aí estragou o filme e virou terrorzinho bobo e confuso (ela feriu e arrancou pela de máscara do Alex, que é o pai estuprador da menina, que lhe desfigurou o rosto, ah, 'tá).

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