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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resenha: "Dia da Namorada", um filme-cartão com Bob Odenkirk


Hoje (14) estreou "Dia da Namorada" ("Girlfriend's Day"), original Netflix com Bob Odenkirk, ator de "Better Call Saul" e "Breaking Bad". O filme é curto e barato, mas tem algumas boas qualidades.


Ray está deprimido. Ele é um escritor de cartões românticos, esses que se vendem em papelarias, mas está sozinho e desempregado. Depois da demissão, ele passa a vida envolto em lixo e assistindo reality shows de mendigos lutando na TV, enquanto não consegue superar a ex esposa.

Agora vai haver um concurso para premiar o melhor cartão escrito para uma namorada, e apenas desempregados e amadores podem participar. Ray pensa em entrar no concurso enquanto se envolve com uma fã de seu trabalho, mas uma trama com mistério e um assassinato parecem fazer seu mundo sair novamente de controle.

"Dia da Namorada" é uma comédia escura, um filme noir com toques de humor negro. Odenkirk está como sempre excelente em seu papel, e a inocência da história, claramente boba, dá uma leveza agradável para o filme.

Escritores de cartões são uma espécie de cozinheiros de fast food da literatura, aqueles que fazem o trabalho mais vendável e menos digno. "Dia da Namorada" reforça o ponto várias vezes, fazendo piada com a profissão - ligeiramente ridícula -, se levando a sério. Os melhores momentos de Ray são construídos em torno dessa ideia, talvez exaustivamente explorada.

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"Dia da Namorada" não tem nenhuma preocupação em se fazer sério, e não se esforça para construir uma história com muito sentido. É uma trama quase holística, como em Dirk Gently's. Mas apesar da falta de rumo, o filme de pouco mais de uma hora pode ser divertido se você estiver disposto a se deixar levar. Como uma mensagem em um cartão de aniversário, "Dia da Namorada" é curto e barato, mas pode te garantir um sorriso.

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